quarta-feira, 27 de abril de 2016

“Aquilo que agrada ao nosso gosto não é necessariamente uma obra de arte.”


Para mim, a música é tudo. Gosto de vários tipos musicais, de românticos aos de ritmo, pois eu não vivo sem a música. Oiço todos os dias, mas há quem não gosta deste tipo. Na minha infância, ouvia e via este cantor na TV e gostava das músicas dele. Foi um vencedor do festival da canção na RTP com a música Play-Back, mas houve quem não gostou de Carlos Paião. Diziam que havia mais cantores que deviam ter ganhado porque fizeram uma representação melhor como as Doces José Cid, e as Cocktail. O cantor Carlos Paião compôs muitas canções para muitos outros artistas, tais como Amália Rodrigues e Herman José. Em 1983, cantava ao lado de Cândida Branca Flor, com quem interpretou um dueto muito patriótico intitulado Vinho do Porto, Vinho de Portugal, que ficou em 3.º lugar no Festival RTP da canção.
Cada um tem gostos bem diferentes; uns gostam de música, outros gostam de outros tipos de arte. Aproveito esta ocasião para prestar a minha homenagem a Carlos Paião.




Carlos Paião nasceu a 1 de Novembro de 1957 na cidade de Coimbra. Formou-se em Medicina, mas acabou por decidir, mais tarde, dedicar-se exclusivamente à música. Desde muito cedo Carlos Paião demonstrou ser um compositor prolífico, sendo que no ano de 1978 tinha já escritas mais de duzentas canções. Em 1981, Carlos Paião decidiu enviar algumas delas ao Festival RTP da Canção, numa altura em que este certame representava uma plataforma para o sucesso e a fama no mundo da música portuguesa. "Play-Back", a canção seleccionada, ganhou o Festival, deixando para trás concorrentes tão fortes como as Doce, já na altura muito populares em Portugal. A canção, uma crítica divertida, mas contundente, aos artistas que cantam em play-back, ficou em penúltimo lugar no Festival da Eurovisão, que se realizou nesse ano em Dublin, na República da Irlanda. Tal classificação não "beliscou" minimamente a popularidade do cantor/ compositor, pois Carlos Paião, ainda nesse ano, editou outro single de sucesso e que mantém a sua popularidade até hoje: "Pó de Arroz". O êxito que se seguiu foi a "Marcha do Pião das Nicas", canção onde, de novo, está bem patente o "jeito" especial, porque ligeiro, mas certeiro, de Carlos Paião para a crítica e a sátira. "Algarismos" foi o seu primeiro LP, que não obteve, no entanto, o reconhecimento e êxito merecidos e desejados. Surgiu entretanto a oportunidade de participar no programa de televisão Foguete, com António Sala e Luís Arriaga.
Carlos Paião compôs canções para outros artistas, entre os quais o próprio Herman José, que viria a alcançar grande êxito com A Canção do Beijinho (1980), e Amália Rodrigues, para quem escreveu O Senhor Extra-Terrestre (1982).




Arte Urbana em Lagos e as Músicas que Despoletaram o 25 de Abril de 1974



 C.L.C.7 - Fundamentos de Cultura, Língua e Comunicação 
 
Manifestações artísticas diferenciadas
 
Importância da literatura na consolidação do património cultural e artístico de um povo  

Considera que a cultura artística tem impacto nas sociedades? Porquê?

Sim, a cultura artística tem impacto nas sociedades.
Porque a cultura artística é um conjunto de comportamentos, uma forma de transmitir ideias e formas de pensar próprias que retratam cada época e cada sociedade. Dou como exemplo a arte urbana ou “street art” que é a expressão que se refere a manifestações artísticas desenvolvidas nos espaços públicos. A arte urbana engloba todo o tipo de arte expressada na rua e normalmente descreve o trabalho de pessoas que desenvolveram um modo de expressão artística mediante o uso de diversas técnicas alternativas como moldes, posteres, adesivos, murais e grafite entre as mais importantes. Em geral este tipo de arte traz uma nova forma de comunicação através de texto, conteúdo e opinião social. A arte urbana, ao integrar os seus elementos em locais públicos muito movimentados, tem como objetivo causar um impacto nos espetadores e costuma ter uma mensagem subversiva (que contraria as ideias ou opiniões da maioria) e anarquista (contra a soberania ou a autoridade) criticando a sociedade com ironia e convidando à luta social, à crítica política ou, simplesmente, à reflexão. A maior referência da arte de rua é “Banksy”, artista ou artistas de identidade desconhecida com obras pelas principais cidades do mundo. Na minha cidade de Lagos, já se começa a ver este tipo de arte urbana expressa em muros e/ou fachadas de prédios. 




Um outro exemplo, o qual marcou a sociedade portuguesa através da cultura artística há cerca de 42 anos, foi uma operação militar que alterou o curso da História de Portugal, a qual foi desencadeada por duas canções com origens e vozes diferentes. A "Grândola Vila Morena" e "E Depois do Adeus" no 25 de Abril de 1974. A estratégia musical empregue na escolha das senhas da revolução foi delineada de forma brilhante. Otelo Saraiva de Carvalho indicou as duas senhas de transmissão radiofónica que despoletaram as operações militares da revolução que se seguiu: "Às vinte e duas horas e cinquenta e cinco minutos (22H55) do dia 24 Abril de 1974 foi transmitida pelos "Emissores Associados de Lisboa" uma frase indicando que faltavam cinco minutos para as vinte e três horas (23H00) e anunciando o disco de Paulo de Carvalho, "E Depois do Adeus"". O tema de José Afonso foi ouvido mais tarde: "entre as zero horas (00H00) e a uma hora (01H00) do dia 25 Abril de 1974, através do programa da Rádio Renascença, que transmitiu na seguinte sequência: Leitura da estrofe do poema "Grândola Vila Morena", "Grândola Vila Morena / Terra de fraternidade / O povo é quem mais ordena / Dentro de ti ó cidade"; Transmissão da canção do mesmo nome interpretada por José Afonso". "E Depois do Adeus" é um tema com letra de José Niza e música de José Calvário. A música e a palavra marcaram o arranque da revolução do 25 de Abril de 1974, mas passados 40 anos o tema de Zeca Afonso voltou a ter um cariz revolucionário, face aos tempos difíceis que se vivem, pois a música e a palavra continuam a ser veículo de utopia e de revolução, assim como a arte é uma espécie de respiração da alma, análoga à respiração física, sem a qual o nosso corpo não pode passar.





Ouvir as Músicas que despoletaram as operações militares da revolução do 25 de Abril nos seguintes "Links":
 "E Depois do Adeus" foi a canção que serviu de primeira senha à revolução de 25 de Abril de 1974. Com a transmissão de "E Depois do Adeus", pelos Emissores Associados de Lisboa às 22h55m do dia 24 de Abril de 1974, era dada a ordem para as tropas se prepararem e estarem a postos.
"E Depois do Adeus" um tema com letra de José Niza e música de José Calvário, interpretada por de Paulo de Carvalho;  

"Grândola, Vila Morena" é a canção composta e cantada por Zeca Afonso que foi escolhida pelo Movimento das Forças Armadas (MFA) para ser a segunda senha de sinalização da Revolução dos Cravos. A canção refere-se à fraternidade entre as pessoas de Grândola, no Alentejo, e teria sido banida pelo regime.
"Grândola Vila Morena" canção do mesmo nome interpretada por José Afonso;


Trabalho Realizado por: Francisco Dias
22/04/2016





“Aquilo que agrada ao nosso gosto não é necessariamente uma obra de arte.”

Após a leitura dos textos que me foram facultados, “Arte: como defini-la?” e “ A experiência estética”, verifiquei que a experiência estética está relacionada com a arte na medida em que a mesma está associada ao estético. Por outras palavras, mostra-nos como é necessário que tenhamos uma mente aberta, deixando para trás as convicções do que é belo, das cores ou das formas ditas normais.

A afirmação ”Aquilo que agrada ao nosso gosto não é necessariamente uma obra de arte” quer dizer, para mim, que cada pessoa é única e o sentimento envolvido para definir o seu padrão de gosto também é diferente.
Desde o início dos tempos que o ser humano possui a necessidade de expressar e traduzir as suas emoções, histórias e culturas através das artes.
Todo o ser humano tem os seus gostos, mas nem todos gostamos do mesmo, ou seja, o que para mim é belo pode não o ser para os outros, da mesma maneira que qualquer obra de arte poderá não ir ao encontro do meu gosto.
Para este efeito, dou como exemplo concreto um painel de azulejos do artista Rosário Silva, que se encontra em Lagos na parede do CTT.

                                         Painel de azulejos do artista Rosário Silva
         É um mosaico de cromatismo saturado que apresenta cores muito intensas e vivas. Um trabalho colorido com a qual me identifico no sentido estético assim como no tempo.
         Esta obra reporta à minha cidade, Lagos. No painel estão representados elementos naturais como a costa atlântica e as nossas bonitas praias, criaturas marinhas que remetem para situação geográfica de Lagos assim como envolve o tema que representa o ícone do CTT, um corneteiro a cavalo, simbolizando a velocidade, a ligação e a aproximação que conseguimos ao enviar uma carta. O que me diz bastante pelo facto de gostar, ainda hoje, enviar e receber cartas, apesar de utilizar as novas tecnologias.
      Para mim, é muito importante que ao observar uma manifestação artística esta me transmita sentimentos quer sejam positivos ou negativos e julgo que isto acontecerá com qualquer pessoa.
     Uma das situações que julgo como uma expressão artística é o trabalho de António Variações que considero um artista completo. Interpretava, compunha, cantava, de uma forma muito própria. Para muitas pessoas, é considerado um artista “à frente” no seu tempo e também incompreendido por muitas outras pessoas. Esta excentricidade está patente em quase todas as suas composições como por exemplo, 

                                   “Fiz dos teus cabelos a minha bandeira
Fiz do teu corpo o meu estandarte
Fiz da tua alma a minha fogueira
  E fiz, do teu perfil, as formas de arte”

 Excerto da canção – “Todos têm Amália na voz”
     Na minha opinião, só lhe foi dado o devido valor muito posteriormente. Quando eu era pequena muitos quadros pintei a minha mãe decorou a nossa casa com os mesmos e, até hoje, eles estão lá. Para ela são considerados grandes obras de arte. Transmitem-lhe muitos sentimentos.
    O mesmo acontece comigo, hoje em dia, pinturas, desenhos e outros trabalhos dos meus filhos são guardados e expostos como autênticas obras de arte, no entanto, reconheço que só o são para mim.
   Para concluir uma obra de arte depende do contexto histórico e cultural e do próprio significado ambíguo e discutível de arte.


terça-feira, 26 de abril de 2016

A Cultura artística tem impacto na sociedade

A cultura artística tem tanto impacto na sociedade que pode formá-la porque a cultura artística é abrangida por várias artes e de como se gosta e como se trata ou se cuida, por exemplo, a música, a pintura, o cinema, a dança, entre outras.
Quando eu era mais jovem pertenci a um grupo de dança folclórica, onde representava as danças, trajes e costumes do antigamente.
O folclore existe em vários países do mundo e representa como eram os costumes e a cultura dos mesmos, que depois vão percorrendo outros sítios para mostrar como era antigamente.
Para isso, costumam negociar por intercâmbio com outros países, através de festivais nacionais e internacionais para mostramos de como éramos noutros tempos e vice-versa.
Todos os anos costuma-se organizar um festival folclórico, com barracas de exposição de fotografias antigas, de venda e demonstração de como funcionava certos instrumentos no trabalho, pequenos museus de trajes, entre outras. Digamos que este tipo arte costuma cativar muitas pessoas que se interessam bastante e que dão continuidade para que este tipo de arte não acabe. Tanto que cada vez mais as pessoas procuram fazer parte do folclore, que é uma arte que requer muito gosto e habilidade, nem que seja só para fazer de figurino.